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Você é como o Batman

Pulso - Edição #001

A mesma pessoa. Herói em uma história. Vilão em outra.

Já percebeu essas versões?

Às vezes tudo muda, só porque alguém virou a câmera de lado.

Um justiceiro poderia ser apenas um vingador.

Uma editora-chefe muito admirada por todos e temida, por todos que trabalham com ela.

Uma mesma história pode mudar dependendo de quem lê ou de quem vive.

Batman era o que Gotham City precisava. Quando precisava ser protegida, lutava defendendo as pessoas. Claro, fazia uma bagunça nisso. E em outros momentos, assumia a culpa de outro pela destruição da cidade.

Como Gordon diz: “Ele é o herói que Gotham merece, mas não o que ela precisa agora.”

E realmente, se você parar para pensar: assumimos diferentes papéis na vida dos outros.

Kreese do Cobra Kai assumiu um papel bom para a Tory. Pode conter algum spoiler

Tory tinha apenas a mãe e um irmãozinho pequeno, de quem cuidava. A mãe adoeceu e era ela que sustentava a casa. De família simples, não contava com a ajuda de ninguém e não esperava nada disso.

O Sensei Kreese tinha muitos defeitos. Muitos mesmo, é realmente difícil gostar do cara. Ou na real, fácil, pois você pode cair na manipulação dele, aí - lascou!

Ele era manipulador. Ele era ruim. Ele era bom, para ela.

Ainda assim, ele a defendeu em alguns momentos, por exemplo com Amanda, mãe da rival, que havia feito um caso pra cima dela e com o cobrador do aluguel que queria abusar sexualmente dela.

Mas é engraçado como uma pessoa pode ser excelente para você e ser um completo lixo para outra.

Supostos “heróis" como Batman, ou pessoas como Kreese ou até marcas tem essa dualidade.

Marcas vivem dessas contradições, em diferentes formas

iFood, Uber, Rappi, Daki...

Do lado de cá, comodidade.

Do lado de lá, entregadores sem direitos.

No meio, taxas e taxas para restaurantes.

Um clique, um prato, uma entrega.

Ajudam? Ajudam.

Empregam? Talvez.

Melhoram a vida? Depende de quem está respondendo.

Porque a empresa que entrega em 30 minutos também atrasa a vida de alguém.

O ponto central é: consigo instigar mais coisas positivas nas minhas ações?

No meio empresarial, seria algo como: posso ter melhores relações com os diferentes públicos que tenho contato?

Existe alguma que é nociva?

Não sou tão ingênua para pensar que alguém ou alguma marca possa ser perfeito e não causar nenhuma contradição no mundo.

Faz parte, somos humanos e criados por humanos.

Mas é possível perceber e escolher com consciência - qual o papel que quero ocupar?

Ou são “eles” que já definiram isso?

Uma ação sempre tem uma reação.

E aí, você já notou para quem você é herói?

E para quem você é o vilão?

Ressonâncias

  • Um ASMR mágico que te coloca no cenário dos filmes de ficção. Do link, o especial da Lucy encontrando neve e um mundo inteiro dentro do guarda-roupa.

  • Para mim, calistenia é quase uma brincadeira de criança para adultos. Se balançar no ar, fazer exercício, se pendurar… Fat Monkey, empresa alemã, permite essa possibilidade na sua casa. Vou querer uma - eventualmente.

  • Da Dose Plena, leitura gostosa, que descobri poucos dias antes de postar aqui. Sobre felicidade. Dela, não como objetivo.

Ruído na frequência

Queria um lugar, em que a minha escrita pudesse ser livre. Ou o mais próximo disso.

E aqui veio o Pulso.

Eu queria escrever algo simples e honesto, sem truques. Esse era o ponto todo.

Ernest Hemingway

Um abraço,

Ana Miwa

Dance, mesmo que na sua mente.👣

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